terça-feira, 6 de maio de 2014

Layla - La Fille de Bouquet


Layla and Other Assorted Love Songs é um álbum de blues/rock lançado pelo grupo Derek and the Dominos em 1970. O álbum é, ao mesmo tempo, o testemunho e desabafo de Eric Clapton sobre o imenso sentimento que ele sentia por Pattie Boyd, esposa de um de seus melhores amigos, o beatle George Harrison.


"Layla" é a décima terceira faixa do álbum e era baseada no livro do autor persa Nezami intitulado Layla e Majun, sobre um homem que se apaixona por uma mulher que o ama mas que está comprometida.


A maravilhosa capa é uma pintura do artista francês Emile Theodore Frandsen de Schönberg, intitulada “La Fille de Bouquet” que traz uma figura feminina muito parecida com Pattie Boyd parcialmente escondida atrás de um buquê de flores, uma clara metáfora de que as quatorze faixas do disco eram dedicadas a Boyd, como se o álbum fosse o buquê que Clapton, apaixonadíssimo, entregava, em mãos, para a sua amada.



Evidentemente, tamanha coincidência entre o conteúdo do álbum, o período da vida de Clapton e a capa do LP dão a entender que Shonberg desenvolveu a arte seguindo as orientações de Eric, mas o fato é que isso nunca ficou muito claro e é motivo de algumas discussões até hoje. Uma parcela de estudiosos da obra do guitarrista diz que a pintura já existia antes e outra que não, que Frandsen seguiu o briefing de Clapton para a sua confecção.

Da mesma forma, é nebuloso o destino que a pintura original tomou com o passar dos anos. De acordo com algumas fontes, a arte original de Shonberg estaria pendurada em uma parede do estúdio particular de George Harrison, que seria o proprietário da tela. Já pessoas mais próximas à Pattie Boyd juram que a ex-esposa de Harrison e Clapton guarda a pintura em sua casa em Londres, mas ninguém sabe dizer se a arte que Pattie possui é a original ou uma cópia.



quinta-feira, 24 de abril de 2014

Músicas & Musas

Namoradas, esposas, rivais, groupies, celebridades e até ilustres desconhecidas. O livro Músicas & Musas – A Verdadeira História por Trás de 50 Clássicos Pop, de Frank Hopkinson e Michael Heatley, desvenda quem foram as mulheres que inspiraram grandes canções de sucesso eternizadas na história da música.

A Emily da música “See Emily Play”, do Pink Floyd; a Lola dos Kinks; a Suzanne de Leonard Cohen; a “dear Prudence”, de John Lennon. A esfuziante Pattie Boyd, ex-consorte dos “amigos-rivais” George Harrison e Eric Clapton – o mais célebre triângulo amoroso do rock – jogou luz em três hits monumentais: “Something”, “Layla” e “Wonderful Tonight”. A dançarina e costureira Maxine Feilbman, que casou com o letrista Bernie Taupin, foi cantada por Elton John na lírica “Tiny Dancer”.


Hopkins e Heatley não chegam a fazer grandes revelações, mas o livro vale pelo conjunto de mini-biografias (algumas breves e tristes, outras mais longas e inspiradoras - além de informações sobre os artistas e bandas, bem como curiosidades sobre a história das canções) , pelas fotografias (capazes de provocar nostalgia mesmo em quem não viveu a época) e pelo capricho do projeto editorial.

Segundo a critica da revista “Rolling Stone” : O único pecado do saboroso livro é a considerável quantidade de erros ortográficos e, ainda, algumas equivocadas traduções. Merece uma nova edição com uma boa revisão.






Título:Músicas & Musas: A verdadeira história por trás de 50 clássicos pop

Autores: Michael Heatley e Frank Hopkinson

Tradução: Christina Bazan e Christiane de Brito Andrei

Número de páginas: 144



terça-feira, 22 de abril de 2014

Estamparia por sublimação

Buscando entender mais do processo de sublimação, compartilho aqui pedaços de textos a respeito do assunto.

Sublimação é todo processo na qual uma substância sólida se transforma diretamente em gás ou vapor, sem antes passar por estado liquido intermediário.

A característica mais marcante na sublimação é o fato que as peças produzidas através deste processo são muito resistentes a lavagem, arranhões e temperaturas extremas como quente e frio. Além de ser um processo ecologicamente correto, pois as tintas utilizadas são produzidas a base d´água e não utilizam solventes em sua composição.

Esse namoro entre a sublimação e o mercado fotográfico, que gerou o “filho” chamado foto produto, criou um mercado gigantes e em franca expansão, que inclusive atualmente conquistou estilistas e se firmou de vez no mundo da moda.

Mas afinal, que é a sublimação em roupas? É um processo de estamparia onde você imprime um desenho em um papel para sublimação com tinta sublimática, e depois, através de uma prensa quente, transfere o desenho do papel para a peça de roupa.

A Estamparia Digital / Sublimação é o método de estamparia têxtil que mais tem crescido desde 2005.

E elas têm se tornado cada vez mais populares no mundo da moda e a tendência já chegou às passarelas brasileiras. O estilista Victor Dzenk é um dos precursores do uso da técnica – ele a utiliza desde seu primeiro desfile no Fashion Rio.






segunda-feira, 7 de abril de 2014

Poás - Minnie , Bud Guy e Yayoi Kusana

Pouco se sabe sobre a real origem dos poás, polka dots, ou simplesmente “bolinhas”.

Há quem diga que a estampa surgiu com imigrantes do leste europeu recém-chegados à América entre as décadas de 1910-1920 e com eles, traziam a polka, um ritmo musical (daí veio o termo "polka dots", que quer dizer poá em inglês) e inusitados figurinos com estampa de bolinhas.



Outra possível teoria é a de que Walt Disney, ao criar a personagem Minnie em 1928, namorada do famoso Mickey, percebeu que as listras e xadrezes eram muito utilizados, porém os poás quase nunca, ou nunca apareciam. Decidiu então dar um vestido de bolinhas para a personagem e a ratinha ficou mundialmente famosa com sua roupinha maravilhosa de poás.






Nas décadas seguintes, a estampa foi gradativamente integrada ao vestuário. No final dos anos 40, no período do pós-guerra, Christian Dior lançou o “New Look”; icônica coleção de vestidos com silhuetas femininas, românticas, acinturadas e muitas peças com polka dots.





Depois disso, Hollywood foi invadida por bolinhas, entre as celebridades que aderiram à moda, Marilyn Monroe , Audrey Hepburn e Brigitte Bardot. Tão usadas nos anos 50, as bolinhas sempre deram um charme e feminilidade ao look.










Em 1957 quando Bud Guy prometeu a sua mãe ao partir de Lousiana para fazer a sua carreira em Chicago, trazer muito dinheiro e comprar para ela um Cadillac Polka Dot. Pois bem, a sua mãe mais tarde morreu de derrame e ele nunca pode comprar este Cadillac para ela, então ele a homenageou com essas bolinhas em suas Fenders. A Polka Dot Strat é a Fender Stratocaster estilizada feita sob medida para ele. Buddy possui outras variações da Polk Dat, em diferentes cores.









Em 2012, a excêntrica artista plástica japonesa Yayoi Kusama conhecida pelo uso muitas vezes exagerado de polka dots em suas obras lançou em parceria com a Louis Vuitton uma coleção inteira inspirada em seu trabalho. Ou seja, bolinhas da cabeça aos pés de todos os tamanhos e cores. A parceria anunciou a volta da estampa ao cenário mundial.












A origem pode ser questionada mas uma coisa é fato: a estampa é um clássico da moda e, volta e meia, ganha destaque nas passarelas e nas ruas novamente!



segunda-feira, 31 de março de 2014

Cadillac Records - Um delicioso filme para quem gosta de Blues

Cadillac Records é uma biografia musical dirigida por 

Darnell Martin de 2008.







O filme conta a história da musica desde o início dos anos de 1940 para o final de 1960, focando na famosa gravadora de Blues sediada em Chicago a Chess Records, do executivo Leonard Chess.





O filme traz ainda questões importantes do período, como o 

apartheid eterno entre as raças nos Estados Unidos , a   

emancipação de cantores negros e as vidas turbulentas e

 excitantes daqueles que tornaram lendas da indústria 

musical da América como : Muddy Waters, Chuck Berry, 

Willie Dixon, Little Walter e a fabulosa Etta James.






Todos que gravaram 

na Chess Record.













Há a presença de surgimento de bandas como Rolling 

Stones e o estouro do rei do rock Elvis Presley.


Para quem gosta de música de qualidade e quer entender 

um pouco mais da história do jazz e do blues, vale a pena 

conferir Cadillac Records.










Saias - Um breve relato




Saia é uma peça hoje do vestuário feminino para cobrir apenas as pernas. Seu comprimento pode variar, sendo fabricada por diferentes tipos de tecidos e /ou materiais. Pode ser decorada com detalhes. De acordo com os padrões de uma época ou a moda, as saias podem ser mais compridas, mais volumosas ou mais justas.
Com a primeira guerra mundial em 1914, muitas coisas mudaram na moda que teve que se adaptar à nova realidade do trabalho feminino. O vestuário precisava ser mais prático e funcional.
Foi o início do encurtamento das saias femininas, vale ressaltar que nesse momento as bainhas subiram até a altura das canelas.





A partir do início dos anos 20 , as linhas retas, ângulos acentuados e traços geometrizados passaram a corresponder ao novo gosto para as diversas áreas dos fazeres artísticos. Com esse novo padrão estético em vigência atingiu também a moda feminina. As mulheres cortaram seus cabelos e os vestidos e saias se encurtaram chegando em 1925 à altura dos joelhos.





Em 1961 André Courrèges criou saias e vestidos com bainhas acima dos joelhos, que os denominou de “ silhueta curta”.















Finalmente chegamos a minissaia que tem sua autoria disputada. Os franceses dizem que foi Courrèges e os ingleses dizem que foi Mary Quant por volta de 1964-1965. Quant ,além de modelo também criava roupas , porém ela mesma diz que não foi ela quem inventou a minissaia, mas sua condição de mulher da moda ajudou a divulgar o uso da peça “ silhueta curta” por ela denominada de minissaia.


Bibliografia : Um século de Moda (João Braga)


terça-feira, 25 de março de 2014

LIÇÕES DE VIDA DA MULHER MAIS ELEGANTE DO MUNDO

O Evangelho de Coco Chanel é uma obra divertida, leve, bem-humorada e saborosa. A autora faz um resgate da trajetória e da filosofia existencial de Gabrielle Chanel, a estilista que revolucionou a história da moda.

Esta não é exatamente uma biografia de Chanel, mas uma exposição de facetas da estilista, dos quais a autora extrai lições de vida, na verdade as ideias de Chanelá transportadas aos dias de hoje com comentários divertidos da Arenar Garbo e ilustrações maravilhosas da Chesley McLaren ;


O mínimo que se pode dizer é que ela era totalmente imune a compras por impulso, e essa já é razão suficiente para a saudarmos.”


De acordo com Chanel ,Nunca se deve falar de si mesmo, ou quase nunca. As pessoas devem adivinhar você. Colocar o vídeo da sua operação de vesícula no YouTube é expor-se excessivamente. Informação em demasia nunca é feminino.”






O livro dividido em 12 capítulos onde em cada um é mostrada uma das lições deixadas pela estilista, como a audácia, o sucesso, o dinheiro, a feminilidade, a elegância e o estilo. 

Nesse último quesito, a francesa é indiscutível. Chanel foi a primeira mulher que sentiu as necessidades femininas de liberdade.



Numa esfera muito mais ampla do que a da moda, o que o livro mostra é que a influência de Chanel sobre as mulheres foi comportamental.
Ser capaz de se mover pelo mundo facilmente e com conforto era um de seus princípios”, explica Karen.


Mas de todas as lições que ela deixou, a mais importante é que tenhamos absoluta fé em nós mesmos e em nosso gosto.





Este livro com certeza merece ser lido e relido; deve estar sempre na mesinha de cabeceira de toda mulher e, porque não, dos homens que desejam conhecer melhor o gênero feminino.


Karen Karbo. O Evangelho de Coco Chanel. Lições de vida da mulher mais elegante do mundo. Editora Seoman, São Paulo, 2010, 216 pp.