segunda-feira, 6 de junho de 2016

O Tricô de Tina

Conheça a Tina, uma ratinha que aprende a tricotar.
Tina sempre quis tricotar. Ela até sabia as palavras mágicas:
Primeiro um lacinho, depois um nozinho, assim fica pronto bem rapidinho.”
Até o dia em que encontrou um novelo de lã e resolver usar ele inteirinho no seu tricô!
E tricotou, tricotou, tricotou... Mas em pouco tempo ela se viu em apuros!

Descubra o que ela fez com este livro com belas ilustrações.



    Autor:Sheryl Webster
    Ilustrador:Caroline Pedler
    Editora:CIRANDA CULTURAL
    Ano:2010





E o legal foi que a Escola Municipal Belisário Pena em Capinzal-SC realizou em 2013 na Turma do 3º Ano Matutino da Professora: Cláudia de Lima o projeto leitura em família utilizando o livro o tricô da Tina.

Objetivo:Resgatar o gosto pela leitura através da contextualização família escola.


Os alunos levarão para casa uma sacola com o livro “O TRICÔ DE TINA”, um par de agulhas (de tricô) e um novelo de lã Onde a família irá ler com o filho e comentar sobre o mesmo. E juntos farão um pedacinho do cachecol (em tricô) conforme a história do livro.




terça-feira, 12 de maio de 2015

CUIDADOS COM SUA PEÇA DE CROCHÊ

Dicas especiais de como lavar e guardar as peças feitas em crochê para que fiquem sempre em bom estado de conservação e lindas.



NA HORA DE LAVAR:

  • Antes de molhar a peça, veja se não há manchas: se houver, utilize um produto tira manchas que não contenha cloro aplicado na peça umedecida (não esqueça de fazer um teste para ver se a cor não vai desbotar);
  •  Lave as peças manualmente (a lavagem na máquina com força mecânica pode deformar o modelo da peça) com água fria ou morna (até 40ºC), alguns acrílicos podem encolher e perder o brilho em contato com água quente;  
  • A lavagem com sabão neutro é a melhor opção pois, o sabão em pó é agressivo demais para as fibras delicadas do tricô e crochê;
  • Use sabão líquido, se optar por sabão em pó dissolva bem na água antes de colocar a peça de molho, para não provocar manchas;
  • Use sempre água fria na lavagem;
  • Não usar alvejante à base de cloro;
  • Se as peças forem de cor branca ou cru, deixe-as de molho por 30 (trinta) minutos numa solução de 1 (uma) colher de sopa de bicarbonato de sódio para 5 (cinco) litros de água. Enxágue bem antes de prosseguir a lavagem , isso evita o ‘amarelado’ da peça.
  • Nas primeiras lavagens a peça pode soltar tinta, lave-a sozinha (para não manchar outras peças);
  • Se soltar tinta, após a lavagem enxágue bem para remover todo o sabão;
  • Não misture sua peça com outras roupas na hora da lavagem. (Evitando assim as famosas bolinhas);
  • Nunca deixe as peças de molho;
  •  Enxágue bem e várias vezes;



NA HORA DE SECAR:

  • Proibido usar secadora;
  • Seque suas peças à sombra e/ou vento, pois a secadora e o sol danificam as fibras;
  • Para não deformar a roupa, o melhor é espremê-la com cuidado em vez de torcê-la após a lavagem;
  • É preciso ter certo cuidado; não use prendedores, pois eles podem marcar, o correto é estendê-la em uma superfície horizontal. 







NA HORA DE PASSAR:

  • Essas peças normalmente não precisam ser passadas, mas caso precisar, nunca pressione demais o ferro na peça nem o use muito quente, pois a peça poderá esticar;
  • Máximo 110º é a temperatura recomendada do ferro de passar;




NA HORA DE GUARDAR:

  • Guarde as peças sempre dobradas e não penduradas em cabides, assim não correrá risco da peça esticar e perder a forma;
  • Quando o frio passar, esqueça os cabides e os sacos plásticos, que criam fungos, prefira guardar as peças em capas de TNT.


Fonte:



domingo, 8 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher – Um pouco da história.

Hoje é o dia internacional da mulher, houve conquistas ao longo de mais ou menos 100 anos da ideia de sua criação e 40 anos de sua oficialização pela ONU.
Conta-se que em 8 de março de 1857, 129 operárias morreram carbonizadas em um incêndio que ocorrera nas instalações de uma fábrica têxtil na cidade de Nova York. Esse incêndio teria, supostamente, sido intencional. O proprietário da fábrica, como forma de repressão extrema às greves e levantes das operárias, teria trancado suas funcionárias na fábrica e nelas ateado fogo. Essa história, contudo, tem sido descrita como falsa.
Entretanto, houve sim um incêndio em uma fábrica de tecidos em Nova York, mas ele aconteceu no dia 25 de março de 1911, às cinco horas da tarde, na Triangle Shirtwaist Company, e vitimou 146 pessoas, sendo 125 mulheres e 21 homens. A maior parte dos mortos era constituída de judeus. As causas desse incêndio foram as péssimas instalações elétricas da fábrica associadas à composição do solo e das repartições da fábrica e, também, à grande quantidade de tecido presente no recinto, o que serviu de acelerador para o fogo. A esse cenário trágico se somou o agravante de alguns proprietários de fábrica da época, incluindo o da Triangle, usarem como forma de contenção de motins e greves o artifício de trancar os funcionários na hora do expediente. No momento em que a Triangle pegou fogo, as portas estavam trancadas.
Um ano antes dessa tragédia, em 1910, na cidade de Copenhague, ocorreu o II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, que foi apoiado pela Internacional Comunista. Nesse evento, a então membro do Partido Comunista Alemão, Clara Zetkin, propôs a criação de um Dia Internacional da Mulher, sem, entretanto, estipular uma data específica. Essa proposta era fruto tanto do feminismo, que ascendia naquela época, quanto das correntes revolucionárias de esquerda, como o comunismo e o anarquismo – inclusive, a anarquista lituana Emma Goldman foi um dos nomes mais importantes da época.

O incêndio de 1911 viria a ser sugerido, nos EUA, como dia simbólico das mulheres (tal como sugerido por Clara Zetkin). A maioria dos movimentos reivindicava melhorias nas condições de trabalho nas fábricas e, por conseguinte, a concessão de direitos trabalhistas e eleitorais (entre outros) para as mulheres. Vários protestos e greves já ocorriam na Europa e nos Estados Unidos desde a segunda metade do século XIX. O movimento feminista e as demais associações de mulheres capitalizaram essas manifestações, de modo a enquadrá-las, por vezes, à agenda revolucionária. Foi o que aconteceu em 08 de março de 1917 na Rússia, as mulheres trabalhadoras do setor de tecelagem entraram em greve e reivindicaram a ajuda dos operários do setor de metalurgia. Essa data entrou para a história como um grande feito de mulheres operárias e também como prenúncio da Revolução Bolchevique.





Após a Segunda Guerra Mundial, o dia 08 de março (em virtude da greve das mulheres russas) começou a tornar-se aos poucos o símbolo principal de homenagens às mulheres. Ao mês de março também foi, a partir de então, associado o evento do incêndio em Nova York, ocorrido no dia 25. A partir dos anos 1960, a data já estava praticamente consolidada.





Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU

(Organização das Nações Unidas).


Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.




Não se nasce mulher: torna-se.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Usar um turbante é também atitude!

De origem desconhecida, o turbante tem raízes no Oriente com registros anteriores ao século VII que abrigaria o berço do islamismo na Península Arábica.  É uma peça carregada de significados simbólicos e com características estéticas variáveis.

A faixa de tecido cuja denominação deriva do persa dulband e do turco tülbent ganhou popularidade na França do início do século XVIII, com adornos de pedras preciosas e plumas.

Na fé islâmica o turbante tem uma função religiosa importante. É um símbolo material que reforça a consciência espiritual, uma fronteira entre a fé e a descrença.

Já na fé Sikh, religião monoteísta indiana, os homens e mulheres não devem cortar os cabelos e sim utilizar os turbantes. Na Índia os turbantes são utilizados para proteger a cabeça do clima severo do deserto, representam sem nenhuma palavra a casta de quem o usa, o status financeiro e a religião.

Na África os tecidos enrolados no corpo fazem parte da cultura e os turbantes fazem parte dessa indumentária complementando o conjunto. São utilizados por homens e mulheres e na África Negra, os chamados turbantes gelê têm funções sociais, religiosas e fazem parte da moda.

O turbante chegou ao Brasil, dada a influência africana, como uma manta que se enrola na cabeça e que compõe o traje das baianas, uma das principais figuras típicas do país.




Na moda, em 1930 o estilista francês Paul Poiret, inspirado pela indumentária oriental e nos figurinos exóticos, introduziu o acessório na alta costura fazendo a cabeça de várias mulheres sofisticadas e artistas, entre elas Simone de Beavouir e Greta Garbo. Logo depois foi a vez de Carmen Miranda popularizar o acessório no Brasil.

Coco Chanel também iria aderir ao adereço.  A moda, porém, realmente se popularizou no final dos anos 30, com a eclosão da II Guerra Mundial. Em tempos difíceis, os práticos turbantes se tornaram uma ótima ajuda para disfarçar cabelos mal cuidados.





Muitas atrizes de Hollywood apareceram retratadas com glamorosos turbantes nos anos 20 a 40.














Na década de 60 o movimento do orgulho negro que teve origem nos Estados Unidos fez com que o uso do turbante novamente voltasse ao cenário como uma forma de afirmação para o povo negro. Nina Simone costumava usar lindos turbantes, geralmente com estampas étnicas.











A peça composta por uma faixa de tecido enrolada na cabeça atravessa o tempo para se fazer presente na moda atual como resposta ao multiculturalismo que dita às tendências. Em propostas que cobrem parcialmente a cabeça ou na forma de faixa, os turbantes destacam a cabeleira e truque super prático e rápido para domar os fios nos dias em que teimam em não ficar no lugar.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Chita: O tecido que é a cara do Brasil.

A Chita não nasceu no Brasil, mas acompanha a nossa história há pelo menos 400 anos.

Chita é um tecido de algodão com estampas de cores fortes, geralmente florais, e tramas simples. A estamparia é feita sobre o tecido conhecido como morim.

O nome chita vem do sânscrito chintz e surgiu na Índia medieval e conquistaram europeus, antes de se popularizar no Brasil.

Após um longo processo burocrático, cultural e financeiro, a chita passou a ser produzida também no Brasil. A produção do tecido no país o barateou, e muito, tornando populares as peças confeccionadas com o material, transformando-o, assim, em um dos ícones da identidade nacional.

A chita que nasceu como pano popular, Vestiou populações carentes e escravos. Era o paninho barato, de fácil acesso ao povo. Cresceu, apareceu se espalhou e se transformou “na cara do Brasil”.

A associação da chita às festas populares foi inevitável, a alegria evocada pelos florais e seu intenso colorido fez da chita a representante da própria alegria festiva, se espalhando nos figurinos dos festejos do nosso imenso Brasil.



Nos anos 50, a chita inicia seu caminho rumo a momentos de glória . Em 1959, a estilista Zuzu Angel foi uma pioneira que inseriu a chita no mundo fashion. Exibiu uma coleção com saias feitas de chita e zuarte, tecido semelhante e igualmente barato e foi um sucesso.










No final dos anos 60, a chita brilhou em expressões artísticas e revolucionárias da época, como o movimento hippie e o tropicalismo. Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé foram adeptos do tecido. Seu uso também podia ser entendido como uma provocação àqueles sombrios anos de ditadura.















Portanto a Chita tem alma brasileira e tem sido considerado tecido símbolo da cultura popular e se tornou diferencial alternativo nos costumes contemporâneos na moda de vestir e de decorar, e hoje pode ser encontrado tanto vestindo e colorindo as festas populares do mais remoto interior brasileiro bem como os ambientes considerados mais modernos e sofisticados.




Fonte : O significado da cor na estampa do tecido popular: a chita como estudo de caso
Maria Diaz Rocha
Mônica Queiroz

terça-feira, 2 de setembro de 2014

“Strange fruit — Billie Holiday e a biografia de uma canção”.

Em agosto de 2012 chegava às livrarias , pela Cosac Naify : o livro



“Strange fruit — Billie Holiday e a biografia de uma canção”.


Considerada a primeira canção de protesto explícito contra o racismo e o linchamento de negros no Sul dos Estados Unidos, Strange fruit é um poema metafórico que ilustra o modo como os negros eram mortos e exibidos ao público: pendurados em galhos de árvores, como “frutos estranhos”.

Em setembro de 1998 o jornalista David Margolick publicou uma reportagem na revista “Vanity Fair”a respeito da canção e três anos depois, a matéria foi ampliada no livro.

O autor investiga está peça emblemática do repertório de Billie Holiday e para isso, reconstrói a história do nascimento da canção, liquidando mitos criados até por sua intérprete oficial.

Eu queria esclarecer a informação sobre o autor da canção, porque alguns mitos foram propagados pela Billie e pelas pessoas que assinaram com ela a sua autobiografia (“Lady sings the blues”) — diz o jornalista. — Eles fabricaram a história de que ela a teria escrito após testemunhar um linchamento.





Para Margolick, não há dúvidas de que Abel Meeropol é o autor da letra e da música. Homem branco e judeu progressista escrevia sob o pseudônimo de Lewis Allan , tinha pouco mais de 30 anos quando deparou com uma fotografia, publicada numa revista de direitos civis, que estampava o linchamento de dois negros ocorrido em Indiana, em 1930. Abalado com a imagem, Meerepol escreveu o poema “Bitter fruit” e mais tarde, em 1938, pisou à soleira do Café Society para mostrar a Billie sua nova canção.






Billie se apropriou da canção e fez dela um sucesso.
Margolick comenta:
Em sua tristeza e tragédia, Billie Holiday passou a encarná-la.
— “Strange fruit” foi escrita numa época em que as relações raciais nos EUA eram muito precárias. Os linchamentos, apesar de terem diminuído, não eram discutidos. Por isso, cantar aquela música foi um ato de coragem.



Esta pérola da musica mundial seria cantada por uma série de interpretes, mas jamais seria superada pela gravação de Billie Holiday. Ficou como um marco na sua carreira.
Neste breve mas rico relato, Margolick nos abre uma janela para um mundo: os Estados Unidos dos anos 30 e 40, um país dividido entre negros e brancos, progressistas e retrógrados, no qual Holiday ousou levar o terror do linchamento para dentro dos cafés e boates.



quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Criativo X Exclusivo

Depois de um tempo de observação do mundo das camisetas iniciei um questionamento se: Tudo que é exclusivo é criativo e/ou original?

Rollo May defende a tese no seu livro “A coragem de Criar” que não existe ser humano que não seja criativo, porém as duas condições para que a capacidade de criar se torne patrimônio comum de todos são a coragem e a liberdade.

Coco Chanel iniciou no mundo da moda como chapeleira. O que ela fez?

Foi em uma loja de departamentos, comprou uma porção de chapéus de palha e pregou uma fita de gorgorão azul em torno da copa.
Qualquer um poderia ter feito isso, porém o fato de nenhuma outra pessoa ter feito foi o que a tornou genial de uma forma simples.






Chanel sempre teve coragem e liberdade, utilizando símbolos e modelos de forma criativa transformou o simples e no momento nada exclusivo em peças com originalidade (As pérolas, a Camélia, o vestido preto e um simples chapéu de palha) e acima de tudo com identidade.






No nosso mundo globalizado a coragem criativa se torna bem mais interessante do que a exclusividade sem originalidade.

Está tudo ai para qualquer um ir e fazer, como se faz é o diferencial.