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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O crochet hiperbólico do Coral Reef

O Projeto Crochet Coral Reef   foi criado em 2005 por Margaret e Christine Wertheim, diretor e co-diretor do Instituto For Figuring em Los Angeles.




Sob a direção das irmãs Wertheim , o núcleo de criaçaõ Crochet Reefs tem sido posto em prática desde então. Este trabalho tem sido feito pelas próprias irmãs - que, pessoalmente, teçem cerca de metade das peças da coleção e contão também com cerca de 40 outros colaboradores em todo o mundo. Este grupo único e eclético de pessoas são conhecidas como as IFF (Núcleo Reef Crafters).



A coleção de obras feitas pelo Núcleo Reef Crafters constitui o Crochet Coral Reef (CCR), uma obra de arte e exibida sob os cuidados do Instituto For Figuring .
Margaret e Christine também atuam como curadores da Crochet Reef e assumem o controle pessoal da instalação dessas obras em cada local de exposição.
A partir de março de 2009, a CCR começou a ser exibido em diversos museus e galerias de artes.

O Projeto é uma fusão incomum de matemática, biologia marinha, artesanato , prática artística coletiva, e sensibilização ambiental que reflete a vida profissional de ambas as irmãs nos campos da arte e da ciência.

Por profissão Margaret é um escritor de ciência. Ela tem formação em física e matemática. Ela escreve livros sobre a história cultural da física e como um jornalista de ciência tem escrito centenas de artigos para revistas e jornais, incluindo o New York Times, Los Angeles Times, New Scientist, Gabinete, e muitas outras .



Christine tem um PhD em filosofia e literatura e é um membro do corpo docente do Departamento de Estudos Críticos no Instituto de Artes da Califórnia em Los Angeles.Muitos anos atrás, ela foi um pintor e durante 10 anos lecionou Estudos Críticos em faculdades de arte em Londres, incluindo a faculdade de Goldsmith. Christine é também um poeta experimental.

O Projeto CCR traça as suas raízes para vários campos diferentes de interesse. Um deles é o desejo das irmãs Wertheim para chamar a atenção para a situação dos recifes vivos.Margaret e Christine cresceu em Queensland, Austrália, estado de origem da Grande Barreira de Coral, que está sendo devastada pelos efeitos do aquecimento global. A ideia de crochê um recife de coral foi inspirado pela compreensão emergente dos cientistas que as águas aquecem são a principal causa de eventos de branqueamento do coral, cada vez maiores.


A inspiração para fazer formas de recifes em crochet começou com a técnica de "crochet hiperbólica" descoberto em 1997 pelo matemático da Universidade de Cornell Dr. Daina Taimina. As irmãs Wertheim adotaram técnicas do Dr. Taimina e elaborado em cima deles para desenvolver uma taxonomia inteiro de formas vivas de recifes.

Fonte : http://crochetcoralreef.org/



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

ARTE E CIÊNCIA


À primeira vista parece difícil pensar em um ponto de encontro entre a arte e a ciência. Desde a infância aprendemos na escola disciplinas separadamente, sendo que na arte sempre se prezava pela subjetividade, criatividade e interpretação, e nas disciplinas científicas valorizava-se sempre a razão, o método e a obtenção de resultados concretos.

Comparando a criação científica e a artística observamos que na origem do ato criador o cientista não se diferencia do artista, apenas trabalham materiais diferentes do Universo. Ciência e arte tem uma origem comum, na capacidade para formular hipóteses, imagens, idéias, na colocação de problemas.
 

O segredo do sorriso de Mona Lisa não está nos códigos secretos ou em fórmulas mirabolantes, como muitos podem pensar. Na verdade, o mistério todo é solucionado quando vemos que o desejo de Leonardo da Vinci sempre foi a criação de uma “ciência visual”. A anatomia foi o campo escolhido por Da Vinci para retratar em sua arte as análises que fez ao longo de sua vida.


 
 
 
 
Leonardo ousou a operação que outros não haviam feito e tentou superar a distância que havia entre artes e ciências. Trazendo para a pintura conhecimentos da filosofia natural, modificou o significado da pintura.
 
 
As mentes científicas e artísticas são sensíveis às analogias e similaridades icônicas como bem registrou Einstein.


 
 
Exemplos como: Kekulé (químico alemão do século XIX), ele criou a fórmula da molécula do benzeno em analogia com o "Uroboros"(serpente que se morde a cauda).
 

 
E Edgard Allan Poe com seu ensaio "A Filosofia da Composição", se auto-intitula "engenheiro literário"ao mostrar o processo de composição literária que parte dos efeitos para as causas (feedback) na narrativa verbal.


Quando o músico produz um som, seja qual for o instrumento musical, ele está produzindo freqüências, timbres e intensidades que pertencem ao campo de estudo da física. Uma musica tocando é a combinação de diversas leis universais, e essas leis são imutáveis. Notas musicais são sempre as mesmas, o que difere, são as infinitas combinações obtidas de acordo com a criatividade musical do artista.


Físicos não precisam sair solando uma guitarra como Brian May (guitarrista da banda Queen), para conhecer e aplicar as leis físicas que regem o som e músicos não precisam saber física para cantar e tocar um instrumento, contudo eles sabem que sensíveis mudanças, como uma oitava de diferença entre um instrumento e outro, poderá resultar em perda de qualidade musical. Notas musicais combinadas formam seqüências, escalas e arranjos que resultam em belos e cativantes sons harmoniosos.



São muitos, em todo o mundo, os que reconhecem que as ciências e as artes se encontram e se fertilizam contínua e reiteradamente. Esse é um contraponto que vem de longe e que se afirma e reafirma no curso dos tempos modernos.




Conclui-se que a intuição sem conceito não existe e que o conceito sem a intuição é vazio, assim "a arte é a união do instinto (intuição) com a inteligência".
"A ciência descreve as coisas como são; a arte como são sentidas." (Fernando Pessoa)





BIBLIOGRAFIA:

Arte/Ciência: Uma consciência -Julio Plaza


Da Vinci: entre a arte e a ciência - Helena Stürmer


Variações sobre arte e ciência - Octavio Ianni












segunda-feira, 6 de maio de 2013

Pensamento Magnólias


Como dizia Antoine Lavoisier
“Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”
Customizar é um dos hits da moda destes tempos pós-modernos. Na busca incessante da identidade,cada um quer vestir algo que reflita um pouco de sua personalidade. Daí a onda de apropriar o figurino ao estilo pessoal ou à demanda do consumidor. 

Outra vantagem da customização é a possibilidade de poder elaborar modelos totalmente originais, que ninguém mais estará vestindo.


A proximidade entre arte e ciência pode ser traçada de muitas formas diferentes no decorrer da história. O escultor, pintor, engenheiro e cientista Leonardo da Vinci afirmava que ciência e arte completavam-se constituindo a atividade intelectual.

Nos séculos XX e XXI ocorreram guerras, revoluções, descobertas, como nunca se havia visto antes, e as roupas também mudaram acompanhando estas mudanças sociais e culturais. Símbolos, elementos e personalidades da música, cinema, dança, literatura, pintura, filosofia, psicologia, ciência tem caracterizado e marcado décadas após décadas a história mundial contemporânea.

Grandes feitos ocorreram e porque não nos vestir dessas histórias que influenciaram e transformaram as vidas dos nossos avós, pais, as nossas e que também podem influenciar os nossos filhos.

Portanto, Magnólias apresenta uma proposta de moda e decoração , trazendo elementos de arte e ciência como inspiração, criando modelos customizados (utilizando o crochê e o tecido), estilizados e desconstruídos para que cada peça apresente não só beleza, como também, estilo tornando-se uma opção contemporânea, casual, leve, elegante, única e descontraída. 

"A ciência descreve as coisas como são; a arte como são sentidas." (Fernando Pessoa)